2026 Pre-NEI event – Ignite IAstro

Cartaz do evento Ignite Iastro em Armamar 2026

Está a chegar mais uma edição da 𝗡𝗼𝗶𝘁𝗲 𝗘𝘂𝗿𝗼𝗽𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗜𝗻𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗴𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗲𝗺 𝗔𝗿𝗺𝗮𝗺𝗮𝗿!

Localmente o evento tem a coordenação e organização da ARMA-Sci, GOMA Clube Ciência Viva, Armamar, Terra de Emoções e Agrupamento de Escolas Gomes Teixeira – Armamar.
Como pré-evento, no dia 18/𝟬𝟵, das 𝟮𝟭𝗵𝟬𝟬-𝟮𝟯𝗵𝟬𝟬 o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço organiza, no Centro Interpretativo da Mulher Duriense, mais uma edição do 𝗜𝗴𝗻𝗶𝘁𝗲 𝗜𝗔𝘀𝘁𝗿𝗼.
Oito investigadores do IA apresentam a sua investigação em apenas cinco minutos cada.
No final, haverá observação do céu noturno com telescópios.

Programa do evento 2026 PRÉ-NEI: Astronomia – “Ignite IAstro”

21h00 Abertura

21h15 Ignite IAstro

Nuno Santos: “PoET: um telescópio Português no deserto do Atacama”

Será que há planetas como a Terra a orbitar outras estrelas? Como os podemos encontrar? Que desafios temos de superar para alcançar esse objetivo? Para responder a estas perguntas, o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço desenvolveu um novo telescópio, o PoET. Instalado no melhor observatório astronómico do mundo, o PoET está a ajudar-nos a perceber como resolver um dos grandes desafios para a procura e estudo de outras Terras no Universo: o “ruido” nos dados causado pelas estrelas que estes orbitam. Nesta apresentação vamos falar sobre a motivação para este telescópio e mostrar a aventura que foi para o construir.

Sérgio Sousa: “CHEOPS: A Descoberta de Novos Mundos”

Como podemos descobrir planetas que orbitam estrelas a centenas de anos-luz da Terra? E o que nos podem revelar sobre a origem e diversidade dos mundos que existem na nossa Galáxia? Nesta sessão, venha conhecer a missão espacial CHEOPS e descobrir como os astrónomos a utilizão para observar exoplanetas, medir as suas propriedades e desvendar fenómenos surpreendentes. Uma viagem pela vizinhança na nossa galáxia que mostra como a combinação entre ciência, engenharia e exploração espacial está a transformar o nosso conhecimento sobre os planetas para além do Sistema Solar.

Telmo Monteiro: “Mapeando a superfície das estrelas”

As estrelas estão tão distantes que as vemos apenas como pontos de luz, por isso recorremos à espectroscopia para decifrar o seu “bilhete de identidade”. Mas há um problema: elas não são esferas uniformes, e observá-las como simples pontos impede-nos de “mapear” a sua superfície. Para contornar esta limitação, podemos usar o próprio planeta como sonda. Nesta breve apresentação, mostro como a espectroscopia nos permite analisar as estrelas em detalhe, e como podemos revelar a sua superfície.

Inês Martins Rolo: “Receita para fazer uma estrela peculiar”

Se tivesses à tua disposição os ingredientes certos, serias capaz de fazer uma estrela? E uma estrela peculiar? Esta palestra irá ajudar-te a descobrir isso mesmo. Desvendaremos os mistérios das raras estrelas gigantes ricas em lítio numa viagem pela sua evolução.

Filipa Barros: “Inteligência Artificial e o Clima Espacial

O clima espacial, impulsionado pela atividade do Sol, pode afetar satélites, sistemas de navegação, comunicações e até redes elétricas na Terra. Perante a crescente dependência da tecnologia, torna-se cada vez mais importante prever estes fenómenos e minimizar os seus impactos.
Nesta apresentação, será explorado de forma simples como a Inteligência Artificial está a ajudar os cientistas a analisar grandes quantidades de dados, identificar padrões e melhorar a previsão de eventos solares extremos. Uma breve viagem pelo encontro entre a ciência do espaço e a inteligência das máquinas, mostrando como estas ferramentas podem contribuir para proteger as tecnologias de que dependemos no dia a dia.

João Lima: “Estremos nós protegidos de uma grande tempestade geomagnética?”

O Evento Carrington de 1859, foi uma tempestade solar geomagnética ocorrida durante o auge de um ciclo solar. A ejeção de massa coronal solar atingiu a magnetosfera da Terra e induziu uma gigantesca tempestade geomagnética.
E se um evento semelhante a este atingisse a Terra nos dias de hoje?
Estaremos nós devidamente protegidos?
E a informação que guardamos em suporte magnético, será que está devidamente salvaguarda?
Procurarei descrever a forma coma o campo magnético da Terra nos protege destes eventos dramáticos. E também dos efeitos que um evento deste tipo pode provocar na Terra, efeitos esses que designamos de Climatologia Espacial. Entre ele temos, por exemplo, as auroras boreais, a interferências nas comunicações entre aviões e torres de controle e a disrupção do fornecimento de energia elétrica como consequência da destruição de grandes transformadores.

Ana Paulino Afonso: “Um ponto azul, muitos pontos vermelhos”

Em 1990, a Voyager 1 olhou para trás e fotografou a Terra a 6 mil milhões de quilómetros de distância. Aquele pálido ponto azul, quase perdido na imensidão do espaço, inspirou Carl Sagan e tornou-se um símbolo da nossa pequenez cósmica. Mas é precisamente a partir desse ponto que construímos telescópios capazes de olhar cada vez mais longe e cada vez mais para trás no tempo. Hoje, o telescópio espacial James Webb e a missão espacial Euclid mostram-nos outros pontos: pequenos, vermelhos e difíceis de explicar. O que são estes misteriosos pontos vermelhos? E o que nos podem contar sobre a infância do Universo e sobre o nosso lugar no cosmos?

Ilídio André Costa: “Ensinar e aprender Astronomia – uma ciência oculta?

Muitos são aqueles que nunca assistiram a um “Pôr de lua”, ou que assumem Vénus, como o planeta mais perto da Terra. Sistema Solar sem planetas gasosos, é, para alguns, facto impossível; mas, ao mesmo tempo têm como certo que as estações do ano acabarão, devido às alterações climáticas.
Assim, comunicar e ensinar ciência, é uma necessidade tão premente quanto a própria produção do conhecimento astronómico. A astronomia, tão presente desde os primeiros tempos da Humanidade, continua a gerar um fascínio sem paralelo na área das ciências. Contudo, como ainda o exemplo recente do eclipse deixou patente, os níveis de literacia em astronomia estão longe de ser os adequados. Situação agravada pelo desaparecimento progressivo dos conteúdos desta ciência da escolaridade obrigatória. Aqui residirá o foco desta nossa apresentação que procurará, junto de cada participante, encontrar novos agentes para o ensino e divulgação da astronomia.

22h15 Observação Astronómica com telescópios

Filipe Pires – Diretor executivo do Planetário do Porto – CCV

23h00 Encerramento

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Duration:

2 horas

Free entrance

Location

Centro Interpretativo da Mulher Duriense
Av. Dr. Oliveira Salazar 10, 5110-122 Armamar