Investigadores do IA distinguidos internacionalmente

Isabel Sousa e André Silva

Dois investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço receberam recentemente prémios internacionais, pelo trabalho realizado nas respectivas teses de mestrado e doutoramento.

André Silva e Isabel Sousa são os investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) que viram o seu trabalho distinguido internacionalmente.

Isabel Sousa

Isabel Sousa recebeu recentemente o Prémio Pedro Nunes para a melhor tese de mestrado em ciência e exploração planetária, atribuído pela Sociedade Europlanet. Com o tema ”Sustainable Space Habitats: Cyanobacterial Biomass as Feedstock for Fungal Biotechnology”, este trabalho, orientado por Marta Cortesão (IA) e Catarina Magalhães (CIIMAR & Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP)), explora a potencial utilização de biomassa de cianobactérias como matéria-prima para aplicações biotecnológicas em habitats espaciais sustentáveis. Em particular, o trabalho foca no uso do fungo Aspergillus niger em sistemas de suporte de vida, para produzir no local os recursos necessários à sobrevivência de astronautas, em locais como a Lua ou Marte.

Atualmente Isabel Sousa é investigadora do IA na área da astrobiologia e biotecnologia espacial e aluna do Programa Doutoral em Engenharia Química e Biológica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

André Silva na reunião anual da EAS 2026

No seguimento da atribuição do prémio Merac de Astrofísica observacional pela para a Melhor Tese de Doutoramento em Astrofísica Observacional, atribuído pela Sociedade Europeia de Astronomia (EAS), André Silva foi ainda convidado a participar na reunião anual da EAS, convite que se estendeu não só à cerimónia de entrega do prémio, mas também a apresentar uma palestra sobre o trabalho realizado durante a sua tese de doutoramento.

“Este trabalho focou-se na metodologia que desenvolvi para o cálculo de velocidades radiais, colocando em contexto com a minha participação em vários consórcios internacionais e diferentes equipas”. O investigador do IA e professor convidado da FCUP, explicou: “os vários efeitos que estão a impactar negativamente uma grande porção dos métodos atualmente utilizados para calcular velocidades radiais. Estes foram efeitos que a comunidade nunca tinha descoberto nem tentado explicar, sendo as minhas publicações neste tópico das primeiras a explorar possíveis contaminações e erros sistemáticos nestes métodos”.

Desde 2024, André Silva é investigador de pós‑doutoramento no IA e docente convidado na FCUP. A sua investigação centra‑se na extração de velocidades radiais de alta precisão e na identificação de vieses sistemáticos presentes neste processo. Contribuiu também para o desenvolvimento do software de observação e controlo do PoET, um telescópio solar construído em Portugal que será ligado ao espectrógrafo ESPRESSO. Neste projeto, André Silva é o co-líder do grupo de trabalho de velocidades radiais (WG1), que tem como objetivo caracterizar e modelar o impacto dos sinais estelares em medidas de velocidades radiais.