ESPRESSO transforma VLT no maior telescópio ótico da atualidade

Imagem artística do espetrógrafo ESPRESSO a receber a luz dos quatro telescópios de 8,2 metros do VLT.

Imagem artística do espetrógrafo ESPRESSO a receber a luz dos quatro telescópios de 8,2 metros do VLT. Crédito: ESO/L. Calçada

Mais de 20 anos depois de entrar em funcionamento, um dos principais objetivos do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO) foi finalmente concretizado, graças ao espectrógrafo ESPRESSO: juntar os quatro telescópios de 8,2 metros num foco de luz incoerente1, e fazê-los funcionar como um único telescópio gigante com um poder coletor2 equivalente ao de um telescópio de 16 metros de diâmetro.

Isto só se tornou possível graças ao “Coudé Train”, uma componente do ESPRESSO construída pela equipa portuguesa deste instrumento e liderada pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA). A equipa portuguesa desenvolveu cada um dos 4 “Coudé Train”, conjuntos de 9 elementos óticos de qualidade excecional, que levam a luz desde os telescópios até ao espectrógrafo, com o mínimo de aberração ou perdas, ao longo de trajetos com cerca 60 metros.

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Notas:

  1. A palavra “incoerente” significa que a luz dos 4 telescópios é simplesmente adicionada, sem ter em conta qualquer informação sobre a fase da luz, ao contrário do que acontece com o interferómetro do VLT.
  2. O Poder Coletor de um telescópio mede a quantidade de luz que o telescópio consegue captar. Quanto maior o espelho do telescópio, maior a quantidade de luz que consegue captar, e assim, maior a sua capacidade de ver objetos cada vez mais ténues.

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