Gémea do Sol ajuda a compreender o ciclo solar e o seu efeito no clima da Terra

Imagem do Sol na banda do visível

Imagem do Sol na banda do visível, colorida artificialmente, obtido pelo Solar Dynamics Observatory (SDO) durante o último máximo do seu ciclo de 11 anos. Crédito: SDO/NASA.

Uma equipa internacional, que inclui vários investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), usou observações do telescópio espacial Kepler (NASA) e outros telescópios à superfície da Terra, para observar a estrela análoga ao Sol1 HD 173701. As observações apontam para que a diferença do ciclo de atividade entre esta estrela e o Sol é devida à diferença da metalicidade2 das duas estrelas.

Para Tiago Campante (IA e Faculdade de Ciências da Universidade do Porto), “estudos de estrelas análogas ao Sol permitem aos astrofísicos enquadrá-lo do ponto de vista evolutivo e da sua estrutura interna. O presente estudo3 da variabilidade de uma estrela análoga ao Sol vai permitir-nos compreender melhor os mecanismos físicos subjacentes ao próprio ciclo solar. Este tipo de conhecimento pode, por exemplo, ajudar-nos a perceber de que forma o Sol afeta o clima no nosso planeta”.

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Notas:

  1. Uma estrela análoga ao Sol é uma estrela com massa, diâmetro, temperatura e idade semelhantes ao Sol, mas que pode ter uma composição química diferente.
  2. Em astronomia, os elementos que não são hidrogénio e hélio são vulgarmente designados “metais”. A metalicidade de uma estrela refere-se à quantidade de “metais” que existem na sua composição.
  3. Artigo disponível em http://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-4357/aaa026

 

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